{"id":8439,"date":"2024-03-22T11:31:13","date_gmt":"2024-03-22T14:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/suburbionoar.com.br\/?p=8439"},"modified":"2024-03-22T11:31:16","modified_gmt":"2024-03-22T14:31:16","slug":"cai-percentual-de-estudantes-que-frequentam-serie-escolar-adequada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/suburbionoar.com.br\/index.php\/2024\/03\/22\/cai-percentual-de-estudantes-que-frequentam-serie-escolar-adequada\/","title":{"rendered":"Cai percentual de estudantes que frequentam s\u00e9rie escolar adequada"},"content":{"rendered":"\n<p>As parcelas de estudantes que frequentam um ciclo escolar adequado para a sua faixa et\u00e1ria ficaram, em 2023, abaixo das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE). A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de dados de um volume especial sobre educa\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, divulgado nesta sexta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>O percentual de estudantes com 6 a 14 anos frequentando o ensino fundamental, etapa escolar adequada para esta faixa et\u00e1ria, ficou em 94,6% em 2023, uma queda em rela\u00e7\u00e3o a 2022 (95,2%). \u00c9 tamb\u00e9m a menor taxa desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua, em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a meta de 95% ter como horizonte o ano de 2024, e, portanto, ainda ser poss\u00edvel voltar a super\u00e1-la no prazo previsto, essa foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo deste \u00edndice, desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>O total de crian\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria frequentando a escola em 2023 era maior do que os 94,6%, chegando a 99,4%, o que mostra que algumas crian\u00e7as com mais de 5 anos ainda estariam na pr\u00e9-escola.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, em 2022 j\u00e1 havia tido uma queda da taxa de crian\u00e7as de 6 a 14 anos no ensino fundamental em rela\u00e7\u00e3o a 2019 (97,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que a gente percebeu, l\u00e1 em 2022, com a pandemia, em 2020 e 2021, houve uma dificuldade de as crian\u00e7as menores consolidarem um momento t\u00e3o importante que \u00e9 a alfabetiza\u00e7\u00e3o. Para os adolescentes, a adapta\u00e7\u00e3o ao ensino remoto foi mais f\u00e1cil do que para uma crian\u00e7a de 6 anos se inserir num processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o por meio de plataformas digitais. Ent\u00e3o essa crian\u00e7a que deveria estar ingressando no ensino fundamental continuava represada na pr\u00e9-escola\u201d, explica a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ensino m\u00e9dio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A frequ\u00eancia escolar de jovens de 15 a 17 anos ficou em 91,9% em 2023, abaixo dos 92,2% de 2022. Essa foi a primeira queda desde 2016. O percentual desses jovens no ensino m\u00e9dio, etapa escolar adequada para esta faixa et\u00e1ria, despenca para 75%, tamb\u00e9m abaixo do \u00edndice de 2022 (75,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois indicadores est\u00e3o abaixo dos \u00edndices de meta do PNE: universaliza\u00e7\u00e3o da escolariza\u00e7\u00e3o dessa faixa et\u00e1ria at\u00e9 2016 e 85% dos jovens nessa faixa et\u00e1ria cursando o ensino m\u00e9dio at\u00e9 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Norte tinha a menor taxa de jovens nessa faixa et\u00e1ria frequentando o ensino m\u00e9dio (65,9%) e tamb\u00e9m apresentou a queda mais significativa em rela\u00e7\u00e3o a 2022, quando a taxa era de 68,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>No grupo et\u00e1rio de 14 a 29 anos, 9 milh\u00f5es n\u00e3o completaram o ensino m\u00e9dio, seja por terem abandonado a escola antes do t\u00e9rmino desta etapa ou por nunca a terem frequentado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais motivos para abandono da escola antes da conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio, destacavam-se, entre os homens: necessidade de trabalhar (53,4%) e n\u00e3o ter interesse de estudar (25,5%). Para as mulheres, os principais motivos s\u00e3o a necessidade de trabalhar (25,5%), gravidez (23,1%) e n\u00e3o ter interesse em estudar (20,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de realizar afazeres dom\u00e9sticos ou cuidar de pessoas \u00e9 motivo para 9,5% dos abandonos escolares das mulheres, enquanto que, para os homens, o percentual era de apenas 0,8%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro indicador que ainda n\u00e3o atingiu a meta do PNE \u00e9 o percentual de crian\u00e7as com at\u00e9 5 anos frequentando a creche ou pr\u00e9-escola. De acordo com a Pnad Cont\u00ednua, o percentual com 4 e 5 anos frequentando a educa\u00e7\u00e3o infantil subiu de 91,5% de 2022 para 92,9% em 2023, ainda sem atingir, portanto, a meta de universaliza\u00e7\u00e3o prevista pela PNE. \u201cAinda estar\u00edamos 7 pontos percentuais distantes da meta, embora venham ocorrendo avan\u00e7os\u201d, destaca Adriana.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o percentual de crian\u00e7as com at\u00e9 3 anos frequentando a educa\u00e7\u00e3o infantil subiu de 36% em 2022 para 38,7% em 2023, mas continuava bem abaixo da meta de 50%, que precisa ser atingida at\u00e9 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Separando-se por faixa et\u00e1ria, de 2 a 3 anos, o percentual de frequ\u00eancia ficou acima da meta (58,5%). Para os menores de 2 anos, no entanto, a parcela era de apenas 16,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal motivo para que crian\u00e7as at\u00e9 3 anos de idade n\u00e3o frequentassem a creche, em 2023, era por op\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis (60,7%). No entanto, em 33,5% dos casos, o motivo era a inexist\u00eancia de creche, falta de vagas ou n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a por conta da idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as crian\u00e7as com 2 a 3 anos, a falta de creches ou vagas tinha um papel ainda mais importante para mant\u00ea-las fora da educa\u00e7\u00e3o infantil, com 38,5% dos entrevistados apontando essa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Analfabetismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a taxa de analfabetismo atingiu, em 2023, o menor valor da s\u00e9rie iniciada em 2016: 5,4%, abaixo dos 5,7% de 2022. Nesse caso, a meta da PNE (taxa abaixo de 6,5% a partir de 2015) j\u00e1 havia sido atingida em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa era maior no Nordeste: 11,2%, mais que o dobro da m\u00e9dia nacional. Em 2022, o percentual havia ficado em 11,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00fameros absolutos, eram 9,3 milh\u00f5es de analfabetos no pa\u00eds, em 2023. A grande parte, no entanto, estava entre aqueles com 60 anos ou mais de idade. Para esta faixa et\u00e1ria, a taxa de analfabetismo chegava a 15,4%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dia de anos de estudo do brasileiro com 25 anos ou mais ficou em 9,9 anos, em 2023, a mesma de 2022, mas acima da de 2019 (9,6 anos). Aqueles que conclu\u00edram pelo menos o ensino m\u00e9dio chegavam a 54,5% da popula\u00e7\u00e3o, acima dos 53,2% de 2022 e dos 50% de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A parcela dos brasileiros com 25 anos ou mais com ensino superior completo somavam 19,7%, taxa superior aos 19,2% de 2022 e dos 17,5% de 2019. J\u00e1 aqueles sem instru\u00e7\u00e3o eram 6% da popula\u00e7\u00e3o, o mesmo percentual desde 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: A Tarde<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As parcelas de estudantes que frequentam um ciclo escolar adequado para a sua faixa et\u00e1ria ficaram, em 2023, abaixo das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE). 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