A crise ambiental na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, voltou ao centro do debate nesta segunda-feira (6), durante sessão da Câmara Municipal. O problema, registrado desde fevereiro, tem provocado manchas azuladas e amareladas na areia e no mar, além de mortandade de peixes, suspensão da pesca e impactos diretos na economia local.
Laudos apontaram a presença de cobre e nitrato no sedimento substâncias associadas a riscos à saúde, como infecções, hepatite A e conjuntivite. Diante do cenário, o banho de mar chegou a ser temporariamente interditado.
Na sessão, vereadores cobraram medidas mais amplas do poder público. A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) afirmou que, até agora, apenas a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) sinalizou apoio emergencial, com a distribuição de cestas básicas. Segundo ela, a situação de famílias que dependem da pesca se agravou.
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) defendeu que a resposta à crise não deve se restringir à gestão municipal e cobrou atuação coordenada entre Prefeitura, Governo do Estado e União. Ela também propôs a mobilização de comissões da Casa entre elas as de Planejamento Urbano e Meio Ambiente; Reparação; Saúde; e Previdência para buscar soluções.
Outros parlamentares, como Téo Senna (PSDB) e Paulo Magalhães Júnior (União), manifestaram apoio à adoção de medidas para enfrentar o problema, que segue sem solução definitiva.








